Plano de Resgate dos Oceanos e a Negativa de Estados Unidos e Japão frente a ele
Como sabemos, nosso planeta é composto em sua maioria de água que cobre 71% da superfície da Terra, sendo que desse total, 97% estão nos oceanos, aonde existem as mais diversas espécies marinhas, muitas delas ameaçadas de extinção. No mês de junho deste ano, ocorreu, no Rio de Janeiro, a RIO+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável) para tratar de ações ecologicamente corretas e ajudar os países a promoverem ações para o desenvolvimento sustentável.
Diversos temas foram colocados para discussão na conferência, e um deles foi a questão dos oceanos e a degradação constante dos mesmos. Para mudar esse panorama, foi proposto o Plano de Resgate dos Oceanos (Ocean Rescue Plan) com o intuito de colocar em prática uma ação para a manutenção da vida oceânica.
Dentro das principais diretrizes desse plano está a criação de um fundo a fim de arrecadar milhões para colocar em prática alguns projetos, como, por exemplo, ajuda aos países em desenvolvimento a realizarem ações sustentáveis. Também há uma questão que trata sobre a pesca não legalizada, algo que prejudica a biodiversidade marinha, colocando em risco de extinção peixes como o bacalhau e o atum.
Outro ponto abordado no acordo foram as águas internacionais que atendem pouco mais de 50% da água do planeta e, justamente por não fazerem parte do território de nenhum país, são exploradas por alguns, o que resulta na realização da pesca ilegal e na construção de plataformas de petróleo, além de serem utilizadas por estes países exploradores para estacionar seus navios de guerra e atender aos seus interesses. Para evitar que tais ações sejam realizadas, é necessário uma ação para fiscalizar essa porcentagem de água, evitando assim que seja usada da forma indevida.
Por mais que a proposta tenha sido aceita por grande parte dos representantes de diversos países, houve alguns outros que declararam oposição a algumas abordagens do acordo, dentre estes estão duas potências mundiais: EUA e Japão.
Mas por que ir contra algo que foi proposto em benefício do nosso planeta? Vamos tentar compreender.
Os Estados Unidos mantém oposição constante quanto os acordos dos oceanos devido à proposta de regulamentação e fiscalização do uso das áreas oceânicas internacionais, áreas estas onde estão posicionados instrumentos navais, como submarinos, plataformas de lançamento e monitoramento do país, que não só mantem presença constante nessas áreas mas detém uma certa supremacia, a qual pretende ser mantida. Qualquer regulamentação ou fiscalização destas áreas implicaria diretamente nos interesses e na alegada segurança do país norte americano.
Ok, visto em 25/10.
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