quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Texto Final : Estados Unidos e Japão contra a proposta de resgate dos oceanos



Plano de Resgate dos Oceanos e a Negativa de Estados Unidos e Japão frente a ele



Como sabemos, nosso planeta é composto em sua maioria de água que cobre 71% da superfície da Terra, sendo que desse total, 97%  estão nos oceanos, aonde existem as mais diversas espécies marinhas, muitas delas ameaçadas de extinção. No mês de junho deste ano, ocorreu, no Rio de Janeiro, a RIO+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável) para tratar de ações ecologicamente corretas e ajudar os países a promoverem ações para o desenvolvimento sustentável.

Diversos temas foram colocados para discussão na conferência, e um deles foi a questão dos oceanos e a degradação constante dos mesmos. Para mudar esse panorama, foi proposto o Plano de Resgate dos Oceanos (Ocean Rescue Plan) com o intuito de colocar em prática uma ação para a manutenção da vida oceânica.

Dentro das principais diretrizes desse plano está a criação de um fundo a fim de arrecadar milhões para colocar em prática alguns projetos, como, por exemplo, ajuda aos países em desenvolvimento a realizarem ações sustentáveis. Também há uma questão que trata sobre a pesca não legalizada, algo que prejudica a biodiversidade marinha, colocando em risco de extinção peixes como o bacalhau e o atum.

Outro ponto abordado no acordo foram as águas internacionais que atendem pouco mais de 50% da água do planeta e, justamente por não fazerem parte do território de nenhum país, são exploradas por alguns, o que resulta na realização da pesca ilegal e na construção de plataformas de petróleo, além de serem utilizadas por estes países exploradores para estacionar seus navios de guerra e atender aos seus interesses. Para evitar que tais ações sejam realizadas, é necessário uma ação para fiscalizar essa porcentagem de água, evitando assim que seja usada da forma indevida.

Por mais que a proposta tenha sido aceita por grande parte dos representantes de diversos países, houve alguns outros que declararam oposição a algumas abordagens do acordo, dentre estes estão duas potências mundiais: EUA e Japão.

Mas por que ir contra algo que foi proposto em benefício do nosso planeta? Vamos tentar compreender.

Os Estados Unidos mantém oposição constante quanto os acordos dos oceanos devido à proposta de regulamentação e fiscalização do uso das áreas oceânicas internacionais, áreas estas onde estão posicionados instrumentos navais, como submarinos, plataformas de lançamento e monitoramento do país, que não só mantem presença constante nessas áreas mas detém uma certa supremacia, a qual pretende ser mantida. Qualquer regulamentação ou fiscalização destas áreas implicaria diretamente nos interesses e na alegada segurança do país norte americano.

No caso japonês, a oposição ao acordo se dá referente à problemática da pesca industrial predatória. Em um país que depende econômica e culturalmente da pesca, se submeter a limitações nesta prática acarretaria em grandes prejuízos.

Sendo assim, podemos concluir que a negativa do Japão e dos EUA frente a proposta nos mostra que ambos tem como preocupação principal os interesses de seus próprios governos e deixam em segundo plano a preocupação com o meio ambiente. Enquanto os países não estiverem dispostos a buscar soluções deixando seus interesses particulares prevalecer sobre a preservação e manutenção da vida marinha, nós discutiremos esses e outros pontos infinitamente. É preciso buscar um consenso e lembrar que a soberania exercida pelos governos em seus territórios não deve ser aplicada quanto às águas internacionais, por isso seria importante e altamente saudável à vida marinha a criação de uma fiscalização das atividades praticadas nestas águas.

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